Deram-me o dia de folga! Supostamente não ia ninguém para o escritório (apesar de algumas pessoas irem trabalhar na mesma, só que no campo) e o David recusou-se a deixar-me ir para lá sozinha! Como mais ninguém (que eu saiba) teve este privilégio, decidi que ia passear um pouco por SP e provavelmente ir ao cinema. Investiguei e seleccionei 3 possíveis cinemas, nas imediações da Av. Paulista, com filmes e preço convidativos. Ainda na Av. Paulista descobri que estavam exposições potencialmente interessantes nos espaços culturais de alguns bancos (Itaú e Citibank) e pus na minha lista de coisas a fazer.
Comecei o dia cedo na mesma, ainda com o ritmo da semana, e aproveitei para ir ao ginásio e estar na internet à vontade. Pela hora do almoço saí para ir para o ônibus. Deambulei pela Av. Paulista um bocado e quando localizei a Reserva Cultural aproveitei para ver se aceitavam o cartão internacional de estudante (um pré-requisito para concretizar a minha ida ao cinema). Como a resposta foi afirmativa, comprei o bilhete para “Os Homens que Encaravam Cabras”. Visitei a exposição do Citibank, de pop arte brasileira, e a do Itaú, sobre um gajo que criou um novo estilo musical/movimento, o mangue beat, uma espécie de manifesto culturo-ambiental. Gostei, era super colorida e semi-kitsch! Comi numa lanchonete e artilhei-me de cocadas, paçocas e doce de leite para a sessão de cinema, que desfrutei plenamente. A sala é parecida com as do Parque Nascente e não tem intervalos!
(pop arte brasileira)
Quando regressei fui ter com a Mariana e a Odília ao Cardoso, para happy hour/jantar e para irmos à Unidas para ir levantar o carro.
Nessa mesma noite ainda aproveitámos o carro para ir às compras de água e coisas para a viagem. No regresso fizemos um mega-batido com ananás e chocolate (dos míticos ovos da Páscoa oferecidos pela Sonae aos funcionários).
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SEXTA-FEIRA
Partida para Curitiba. Começámos mal logo no Rodoanel, inaugurado há menos de uma semana. Demos tal volta que passado 1h e pouco estávamos onde tínhamos começado...Depois de bastantes km e de alguma frustração e fazendo uso dos retornos lá conseguimos entrar na rodovia Regis Bittencourt.
(weeeee!)
Só chegámos Curitiba pelas 15h e, felizmente, o autocarro da Sofia também se tinha atrasado e ela não esperou assim tanto por nós na rodoviária (a Sofia foi lá ter de Florianópolis). Como estávamos perto do Jardim Botânicos fizemos lá a nossa primeira paragem turística. O Jardim é si é pequenino mas muito bonito e estava cheio de gente! Tem um mini palácio de cristal, imitação Londrino, e um centro de educação ambiental onde estava uma exposição de orquídeas.
(ideias da Odília)
Íamos à Ópera de Arame mas estava interdita a fazer as vezes de bastidores de uma encenação da Paixão de Cristo, a decorrer na Pedreira (antiga pedreira, agora parque – óptimo exemplo de reabilitação). Decidimos ir ver a Paixão. Para tal doámos 1kg de produtos alimentares não perecíveis cada (compramos arroz e farinha a pessoal que estava a aproveitar para fazer negócio com margens de lucro altíssimas) e mal entrámos percebemos que não era obrigatório. Foi a boa acção do dia (e da Páscoa toda). A Paixão era uma encenação muito grande, com 800 actores e 20 a 30 mil espectadores. O som era muito bom! Não ficámos para toda, para escapar à confusão e porque tínhamos fome. Fomos jantar ao centro, onde parece que estamos numa aldeiazinha de interior.
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SÁBADO
Acordar cedinho (também não dava para dormir muito mais, por causa do calor) e rumo à Ilha do Mel. O barco era mesmo em frente ao hostel. Às 9h30 estávamos a embarcar. A viagem demora 1h30 mas é muito agradável. Vimos muita vegetação, barcos, pássaros e chegámos a ver umas barbatanas de golfinhos. Foi muito relaxante! :)
A Ilha do Mel é fantástica. Não há carros, não há estradas: há trilhos. Ou se anda a pé ou de bicicleta e para carregar coisas há umas micro-carroças movidas a força animal, mas do bípede! É um silêncio!...Tem bastante vegetação e, pelo menos onde nós andámos, poucos mosquitos. Como boas preguiçosas e comodistas que somos ficámo-nos pela atracção mais próxima, o farol, e por uma das praias lá perto. E um camarãozinho para almoço soube muuuuuito bem! :)
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DOMINGO
Partida para Curitiba, para ver mais algumas coisas e para deixar a Sofia a horas aceitáveis na rodoviária. Depois segui-se uma sessão de “Em Busca do Museu Perdido”...tanta placa para tudo e mais alguma coisa e népia para o Museu do Oscar Niemeyer! Não é muito normal...Quando chegámos lá, surpresa das surpresas, entrada gratuita por ser o primeiro domingo do mês! E nós que estávamos na dúvida se estaria aberto, por causa de ser Páscoa...Vimos parte das exposições a correr (tinha uma de azulejos portugueses) e subimos à parte do olho, que afinal simboliza uma árvore!
Depois fomos à rally até à rodoviária para que a Sofia não perdesse o autocarro. O motorista era muito bom, porque não se perdeu e não chegou tarde (e não bateu em nada pelo caminho)! Quem seria?... :)
Já sem Sofia voltámos à Ópera de Arame e desta vez sim, visitámos. Depois almoçámos lá a beira, onde eu experimentei um prato típico: barreado. É bom, come-se com banana (crua).
A viagem de regresso foi fatídica. Estava bastante trânsito porque a rodoviária tem trechos (prolongados) de apenas uma faixa para cada sentido. E havia muito camiões na estrada. E estava em obras. Mas chegámos a horas decentes (21h) e não apanhámos trânsito em São Paulo (uau!). E aproveitámos para comprar bananas, ata/pinha/fruta do conde e abacates na beira da estrada! A moça ficou muito espantada connosco: “Seis bananas? Só querem seis bananas?”. Escapou uma fruta estranha e muito grande que vimos ao ir, mas fica para o próximo passeio! :)
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